[브라질] 브라질의 한국 배우기
작성자 : 임두빈 작성일 : 2011-09-16 10:20:33 조회수 : 716
국가 : 브라질

지구 반대편에 위치한 브라질.

30시간의 비행시간을 거쳐야 도착할 수 있는 땅.

유럽의 확장정책으로 1500년에 발견되어 재생된 혼혈민족과 다인종국가.

예전에는 여행조차 상상하기도 힘들었던 그 먼 이국의 땅에도 K-POP이라는 한류의 기운조차 스며드는 시대가 되었다.

 

K-POP이라는 문화현상이 감성을 건드리는 요소라면 국가간 비지니스는 철저한 이성의 산물로 이루어진다.

만년 "미래의 나라"에서 브릭스의 한 멤버로 용트림을 시작한 이래 급성장을 가속화하고 있는 브라질이  한국으로 눈을 돌리고 있다. 일명 "브라질 코스트"라고 불리는 브라질의 문제점들을 브라질 스스로가 내부적으로 검토하고 대체할만한 시스템을 찾고 있는 것이다. 향후 2014년 월드컵과 2016년 올림픽 개최라는 세계적인 행사를 준비하면서 브라질이라는 국가 브랜드의 가치를 제고시킬 준비를 하고 있다. 한국이 1986년 아시안 게임과 1988년 올림픽을 치루면서 성장의 한 기회로 삼았던 만큼 한국을 반면교사로 삼으려는 의도가 있다고 볼 수 있다.

 

1999년 브라질 유력주간지 Veja(베자: 영리하게 지은 이름이다. 잡지 이름 자체가 "보시오"란 의미를 갖고 있다. '읽으라는" 것 보다 "보라는" 어휘를 사용한 점도 눈여겨 볼 만하다. 브라질의 타임지로 비견할 만 하다)에서 브라질의 저명한 경제학자 Claudio de Moura Castro는 칼럼을 통해 브라질이 한국의 성장을 본받아야 한다고 강조한 바 있다. 그는  67년만에 국민총생산량의 340배가 늘어난 한국의 현실을 가리키며  그것이 "Como foi que deu certo?"(어떻게 가능했는가?)라는 제목 아래 자신이 내린 해석을 제시하였다.

 

http://veja.abril.com.br/160699/p_021.html

Como foi que deu certo?

Onde estará o novo Max Weber caboclo
para explicar como o produto bruto
aumentou 340 vezes nos últimos 67 anos?

Tem sido um dos temas favoritos dos economistas descobrir por que alguns países crescem e outros não. Max Weber, apesar de não ter sido economista, mostrou de forma persuasiva que as virtudes protestantes favorecem o desenvolvimento do capitalismo: trabalho duro, vida espartana, poupança e honestidade pessoal compunham a receita certa para o sucesso.

Desembarcando na Coréia do Sul, vejo a ética protestante a serviço do capitalismo, igualzinho escreveu Weber. Aliás, 48% dos coreanos são protestantes. Mais ainda, os valores do confucionismo fazem coro com o asceticismo protestante: harmonia social, lealdade à família e ao grupo, dedicação ao trabalho e valorização exaltada da educação.

O diretor de uma escola técnica confirmou a prática de trabalhar sessenta a oitenta horas por semana. Férias de um mês estão na lei, mas o diretor dá o exemplo não tirando sequer um dia. Portanto, seus subordinados passariam por malandros se saíssem de férias (como os japoneses, considerados preguiçosos pelos coreanos). No dia da minha visita, um encanamento estourou deixando a escola sem água. Por solidariedade aos alunos internos, o diretor dormiu no estabelecimento enquanto durou o conserto. Ao longo das explicações, desculpava-se pela sua informalidade, que, segundo ele, era fruto dos anos que passou na Alemanha, lá adquirindo esses hábitos displicentes.

A religião do trabalho é fundamentalista. Nada de tentações, nada de moçoilas semidespidas nas revistas, nada de bumbuns e decotes tirando a concentração. Funcionários vêm correndo desabaladamente quando suspeitam que seus serviços podem ser necessários. A educação é impecável, breve todos sairão da escola com o secundário completo. É o segundo país do mundo nas provas internacionais de matemática (TIMSS).

O táxi não erra no troco. Roubalheiras, só lá no alto da burocracia. Mas o último ministro pego com a boca na botija apareceu na televisão com os braços amarrados por grossas cordas e pedindo perdão ao povo.

Lixo na rua, nem se fala. Tudo limpo, tudo arrumado. O povo bem vestido (com a curiosa mania de usar luvas brancas), dirigindo Hyundai reluzentes e morando em edifícios iguaizinhos. O país volta a crescer, após um mergulho na negritude da crise financeira. A um chamado do governo, o povo presenteou o Estado com quase 1,5 bilhão de dólares em ouro.

É fácil concluir: Max Weber descreveu a Coréia na sua receita para o crescimento. O grande mistério passa a ser outro: entender o Brasil. Como interpretar o nosso país, cujo crescimento do PIB (absoluto, não per capita) entre 1929 e 1987 é superior ao do Japão e Coréia, países recordistas no crescimento? Com todas as nossas mazelas, nosso crescimento tem sido extraordinário. Só que é mais difícil de entender, já que alguma coisa fizemos certo, apesar de vivermos chafurdados na bagunça e na indisciplina e saltitando entre crises econômicas, sociais e morais.

Que misterioso instinto, que antiatavismo recôndito nos impulsiona para a frente? Macunaíma dando certo nas artes protestantes do crescimento econômico? Onde estará o novo Max Weber caboclo para explicar como o produto bruto aumentou 340 vezes nos últimos 67 anos? E a renda per capita aumentou quarenta vezes em meio século?

 

그 뒤를 이어 2005년 'Veja'(베자)에서 '태극기 휘날리며'를 표지로 장식한 바 있다. 

 

 

Veja는 2005년 당시 브라질이 한국의 성장의 핵심을 "교육"에서 보았고 이를 바탕으로 7가지 배워야 할 점을 제시한 바 있다.

그러나 위 표지에서 보면 "한국이 해냈는데 브라질도 할 수 있다"라는 어조 안에서 한국을 바라보는 브라질의 기층적인 시각을 읽어낼 수 있었다. 

 

 

브라질이 한국에서 배우고자 했던 7개 과제는?

1. 대학이 아닌 초등교육에 우선 투자

2. 우수한 학생들에게 장학금 수혜와 능력 계발을 위한 방과후 학습 제공

3. 적절한 교원 대우

4. 대학의 연구개발력을 과학기술분야로 선택집중화

5. 시장의 수요에 따른 연구개발을 통해 기업의 투자를 대학으로 끌어들임

6. 브라질 학생들이 하루 평균 5시간 공부하는 한편 한국 학생들은 그 두배 이상을 공부에 투자한다. 

7. 부모들의 자녀 교육에 대한 헌신

 

그렇다면 6년이 지난 2011년 브라질은 한국의 어떤 모습을 보러 온 것일까?

 

 

http://epocanegocios.globo.com/

 

표지만으로는 1995년의 데자뷰에 다름 아니다. 물론 이 잡지는 경제와 교역을 중심으로 다루는 잡지라 Veja가 가지는 종합 잡지의 성격과는 조금 성격을 달리한다. 표지 제목 자체가 "한국을 따라하는 것은 어떨까?"인데,

사실 브라질은 서구 선진국 중심의 세계경제구조의 패러다임이 변화를 일으키고 변화를 요구하는 시점에서 처음에는 중국을 최대의 파트너로 바라 본 것 같다. 그러나 파트너라기 보다는 경쟁자적, 혹은 브라질 국내산업기반을 위협하는 가해자의 모습으로 다가오는 중국의 모습에서 "똑똑"하지만 "만만한", 그러나 일본과는 색깔을 달리하는 한국를 대안적 파트너로 중론이 모아진다고 한다.

 

자세한 내용은 잡지가 한국으로 공수되는 이후에...

 

* 첨부된 음성파일은 한국 취재를 마친 기자와 해당 주간지 편집장의 육성 인터뷰를 담고 있다.

 

(계속)

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

첨부파일 : Debora-inovacao_coreia(2011.09)_.mp3 [4건 다운로드]

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